Encolhida no canto direito do quarto. Com caneta na mão, caderno no colo.
Lagrimas escorrendo, molhando meu corpo nu.
Me sinto louca, depressiva, me sinto anormal.
Eu não tenho nada e ninguem.
Não sei se devo citar nomes ou calar-me.Na verdade , eu não sei de nada.
Não tenho um braço para me puxar do abismo.
A gilete afiada, que aperto sobre a pele. Sinto formigar...
Minha vontade agora é falar tudo.
Tanta falsidade, tanta falta de amor.
Gostaria de dizer as pessoas que me odeiam... vocês não me conhecem!
Eu não maltrato ninguém, sou amiga de todos, e quando eu mais preciso, vocês viram as costas para mim, é sempre assim.
Sim pareço uma louca, mas não sou.
Tenho 3 grandes sonhos...Amo teatro, mas as vezes a gente acaba passando por coisas que fazem o nosso sonho morrer.
Eu tenho um Clown e meu desejo era rasgar o coração dele, por mais que seja parte de mim, por que já não sei se existe um lado puro aqui, pois é como se a escuridão tomasse conta de tudo.
Voltei a treinar.... assim desconto minha raiva em exercícios.
Cansei de contar coisas para amigos mesmo sabendo que eles nunca acreditaram.
Cansei de amar alguém que não merece meu amor.
Cansei de ajudar as pessoas que não tem valor e não dão valor.
Cansei de passar por provas e, desafios obstáculos...
De tentar aprender alguma coisa e esta própria coisa comer metade do meu cérebro.
Amigos falsos
Pessoas cheias de interesses.
Se eu pudesse falava um por um.
Fico olhando como existe gente nojenta, podre.
Pessoas comprando outras.
Meus últimos dois momentos de raiva foram..
Primeiro, Quando uma pessoa estava falando de mim, sem me mencionar, como se eu , minha casa, não existisse, como se o que aconteceu não foi comigo., como se a pessoa pra quem ela estava contando não me conhecesse, e pior eu estava ali, na frente, ouvindo!
segundo, uma ligação (sem detalhes)
Armei meu berimbau, meu parceiro, acendi um incenso e toquei um lamento.
Depois toquei a musica que fiz para você, sim Você... cujo coro diz:
Você não ama
Você não sente
Você só mente
Você somente
Depois ditei-me no chão e ali adormeci.



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